FORMATAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO
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Iniciais para a elaboração do trabalho acadêmico.
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(monografias, dissertação, teses, tcc´s, etc.)
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Como formatar seu próprio trabalho acadêmico:
(monografias, dissertação, teses, tcc´s, etc.)
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modelo de monografia
Características Gerais Dissertações e teses constituem o
produto de pesquisas desenvolvidas em cursos de nível de
pós-graduação (mestrado e doutorado). Abordam um tema único,
exigindo investigações próprias à área de especialização e métodos
específicos. (...) A diferença entre tese e dissertação refere-se ao
grau de profundidade e originalidade exigido na tese, defendida na
conclusão de curso de doutoramento. (FRANÇA, 1996)
Grau de
exigência sobre o conteúdo Deve-se procurar garantir as
diferenciações entre pessoas, áreas do conhecimento, temáticas e
Instituições de Ensino Superior. Deve ser exigência mínima a: a)
exposição clara do objeto de estudos e dos objetivos; b)
demonstração do domínio de técnicas de coleta e de análise da
informação geológica; c) reflexão teórica mínima sobre os resultados
da análise com base no confronto com a revisão bibliográfica e os
objetivos apontados. A tese/dissertação é um exercício de
autoria para o doutorando/mestrando, que deve ser praticado com o
desenvolvimento da disciplina intelectual visando a sua
independência de reflexão. É preciso delimitar a abrangência do
estudo de acordo com as exigências acima colocadas, buscando
demonstrar o envolvimento efetivo do orientador. Os itens acima
colocados devem ser compreendidos como princípios e não como normas
fechadas para que se evite o excesso de regras que pode, se não se
tomar cuidado, engessar a criatividade dos autores e orientadores.
Sobre a forma de apresentação: Quando o estudante
apresenta a versão final de sua tese/dissertação, ele deve levar em
consideração o que segue:
O trabalho deve conter,
corretamente, no texto, de acordo com o estilo de exposição do
autor: - Capa - Folha de rosto - Folha de aprovação -
Sumário - Resumo - Texto, contendo: introdução, objetivos,
revisão bibliográfica, métodos de trabalho, resultados e discussões,
conclusão. Ao longo do texto devem ser incluídas figuras e tabelas
- Referências bibliográficas - Anexos ou apêndices -
Curriculum vitae em uma página
O texto deve se adequar aos
padrões da ABNT e deve obedecer as normas gramaticais da língua
portuguesa, não conter erros de digitação e estar formatado de modo
a facilitar a sua leitura por parte da banca examinadora e dos
leitores que futuramente possam se utilizar do trabalho para
consulta bibliográfica. Em função dos custos, o número de
figuras coloridas deve ser utilizado com critério.
1 - Papel
Deve ser utilizado papel branco, formato A4 (21,0 cm x 29,7 cm), com
digitação de fonte arial ou times new roman tamanho 12, ficando o
projeto gráfico sob responsabilidade do autor do trabalho.
2 - Margens Objetivando permitir uma boa visualização do texto, assim
como reprodução e encadernação corretas, as margens adotarão as
medidas a seguir: a) superior: 3 cm; b) inferior: 2 cm;
c) esquerda: 3 cm; d) direita: 2 cm; e) parágrafo: 2 cm
(recuo da primeira linha a partir da margem esquerda); f)
citação longa: 4 cm (recuo a partir da margem esquerda) com espaço
interlinear simples e fonte tamanho 11. 3 - Espacejamento Os
títulos das sessões primárias e secundárias deverão ser apresentados
em destaque, ficando separados, do texto que os precede ou que os
sucede, por um espaço duplo. O texto deve ser digitado ou
datilografado com 1,5 de entrelinhas, exceto as citações longas,
notas de rodapé, referências, resumos em vernáculo ou em língua
estrangeira, que deverão ser digitados em espaço simples.
4 - Paginação As páginas devem ser numeradas seqüencialmente, em
algarismos arábicos. A numeração é colocada no canto superior
direito da folha, a 2 cm da borda, e a contagem será feita a partir
da folha de rosto. A numeração será registrada a partir da primeira
folha da parte textual até o final do trabalho. Os números devem ser
colocados sem traço, ponto ou parênteses. A paginação das
referências, dos anexos e apêndices deve ser contínua. As páginas
que não podem ser numeradas (mapas, documentos, etc.) devem ser
contadas. 5 - Numeração progressiva A numeração progressiva
deverá ser adotada para as seções do texto onde os títulos das
seções primárias, que se caracterizam como as principais divisões de
um texto, devem iniciar-se em folha distinta (8 cm a partir da borda
superior), podendo ser utilizados, para destaque, os recursos de
negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal, e outros,
conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1989). Deverá,
ainda, o indicativo numérico de uma seção preceder seu título,
alinhado à esquerda por um espaço de caractere. Os títulos sem
indicativo numérico, como lista de abreviações, sumário, resumo,
referências e outros, devem ser centralizados (8 cm a partir da
borda superior). 6 - Referências Segundo a Associação
Brasileira de Normas Técnicas (2000, p. 2) a referência é um
“conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um
documento, que permite sua identificação individual”. Para a
elaboração da referência, a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(2000) deverá ser consultada. Alguns exemplos dos principais tipos
de referências são encontrados no apêndice D. 7 - Citação
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2001a, p.1),
citação é uma “menção, no texto, de uma informação extraída de outra
fonte”. Ela pode ser direta, indireta e citação de citação. A
citação é considerada direta, quando houver transcrição ipsis
litteris, isto é, com as mesmas palavras do autor consultado. A
citação é indireta, quando se reproduz livremente, na forma de
paráfrase, a idéia do autor. A citação de citação pode ser
considerada direta ou indireta e indica que a idéia pertence a um
determinado autor, mas que foi extraída da obra de outro autor.
A identificação das citações inseridas no texto pode ser feita pelo
sistema autordata ou pelo sistema numérico. O sistema autor-data
identifica a fonte pelo sobrenome do autor, data de publicação da
obra e página de onde foi extraída a informação. O sistema numérico
identifica as fontes em notas de rodapé ou em notas no final do
texto (capítulo ou trabalho). Exemplos de textos elaborados pelo
sistema autor-data, com notas de rodapé ou no final do texto, podem
ser encontrados nos anexos K, L e M. A citação direta pode ser
curta ou longa. Observe como devem ser apresentadas no texto:
a)
quando a transcrição for curta (até três linhas): • fica
inserida no texto; • deve estar entre aspas duplas; • deve
ser usada a mesma fonte do texto; Exemplo de citação com menos
ou igual a 3 linhas: Um dos resultados imediatos foi a introdução
do modelo flexneriano nas escolas médicas como afirma (FEUERWERKER,
1998, p. 52) “..mediante apoio à criação de novas escolas apoiadas
em sólida base científica e na prática da investigação..."
b)
quando a transcrição for longa (mais de três linhas) deve: • ser
recuada (4 cm) da margem do texto; • constar em fonte menor
(tamanho 11); • ser apresentada com o mesmo tipo de letra; •
ser digitada com espaço interlinear simples e sem aspas.
Exemplo
de citação com mais de 3 linhas (citação longa): Esses planos
foram as bases para o nosso seguro médico, tudo oriundo da
iniciativa privada. Eram as sociedades de socorro mútuo, organizadas
sem bases técnicas, mas que deram uma grande contribuição até que a
previdência social assumisse esses riscos: <-------------- 4 cm
--------------> (fonte 11 - para a citação abaixo)
| [...] Destaca ainda que foi D. João VI quem aprovou um
plano para os oficiais da marinha, que vigorou por mais de
um século, o qual assegurava o pagamento de uma pensão de
meio soldo às viúvas e às filhas do oficial falecido. Era um
plano custeado mediante o desconto de um dia de vencimento
[...] |
8 - Ilustrações – figuras e tabelas
Constituem unidade autônoma que explicam ou complementam visualmente
o texto. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2001b, p. 6)
classifica como figuras os quadros, lâminas, plantas, fotografias,
gráficos, desenhos e outros. As tabelas e figuras devem apresentar
lista própria, com cada item acompanhada, do respectivo número da
página. REFERÊNCIAS (verifique
abaixo a formatação dos nomes dos autores e de suas obras)
AMBONI, N.; AMBONI, N. de F. Resenha crítica. Florianópolis:
ESAG/UDESC, 1996. Não publicado. ANDRADE, M. M. de. Introdução à
metodologia do trabalho científico. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: apresentação
de artigos em publicações periódicas. Rio de Janeiro, 1994.
______. NBR 6024: numeração progressiva das seções de um documento.
Rio de Janeiro, 1989. ______. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro,
1990. ______. NBR 10520: informação e documentação, apresentação
de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2001a. ______. NBR
14724: informação e documentação, trabalhos acadêmicos,
apresentação. Rio de Janeiro, 2001b. ASTI VERA, A. Metodologia
da pesquisa científica. 8. ed. São Paulo: Globo, 1989. BARRASS,
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cientistas, engenheiros e estudantes. São Paulo: T. A. Queiroz,
1986. BEBBER, G.; MARTINELLO, D. Metodologia científica:
orientações para projetos, pesquisa bibliográfica e de campo,
relatórios e monografias. Caçador: Universidade do Contestado, 1996.
BENEDET, M. B. A produção textual escrita e a prática
pedagógica. 2001. 159 f. Dissertação (Mestrado em Educação) –
Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, 2001. CASTRO,
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Makron Books do Brasil, 1983. CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências
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método científico: teoria e prática. São Paulo: Harper, 1986.
GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna. 11. ed. Rio de Janeiro:
Fundação Getúlio Vargas, 1983. GIL, A. C. Metodologia do ensino
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publicado. JAPIASSU, Hilton. Introdução ao pensamento
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1992. KÖCHE, J.C. Fundamentos de metodologia científica: teoria
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Vozes, 1997. ______. Fundamentos de metodologia científica. 12.
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Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas,
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proposta metodológica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1985.
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Elaboração e divulgação do trabalho científico. São Paulo: Atlas,
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Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. São
Paulo: Atlas, 1997. ______.______. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
OLIVA, A. Conhecimento e liberdade: individualismo x coletivismo.
Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994. RAUEN, F. J. Elementos de iniciação
à pesquisa: inclui orientações para a referenciação de documentos
eletrônicos. Rio do Sul: Nova Era, 1999. SALOMON, D. V. Como
fazer uma monografia. 5. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1977.
_____________. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia
do trabalho científico. 2. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1991.
SALVADOR, A. D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica:
elaboração e relatórios de estudos científicos. 6. ed. rev. e aum.
Porto Alegre: Sulina, 1977. SEVERINO, A. J. Metodologia do
trabalho científico. 14. ed. São Paulo: Cortez, 1986. SOARES, M.;
CAMPOS, E. N. Técnica de redação: as articulações lingüísticas como
técnica do pensamento. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1978.
Um acadêmico de graduação ao pesquisar em uma dezena de livros,
textos e sites, e um doutorando, ao buscar conhecimento em uma
centena de livros, textos e sites, ao escreverem os resultados e
conclusões a que chegaram, estarão escrevendo uma monografia. Assim,
ao nosso ver e no entender de autores como Medeiros (1999, p.
188-189) há um equívoco, quando são usadas expressões que graduam em
níveis as monografias, tais como dissertação, tese, monografia,
afinal, todas são trabalhos científicos, dissertativos, comunicam os
resultados de uma pesquisa e de uma reflexão. São
elaborados sob as mesmas diretrizes metodológicas do trabalho
científico, têm que conter originalidade e podem apresentar uma ou
mais teses. O que, na verdade, tem nível diferenciado de
profundidade e abrangência é a pesquisa que precede a monografia.
Fonte: Elaborado por Demétrio Nazari
Verani, professor da Unisul, membro do Núcleo de Metodologia
Científica, Mestre em Gestão de Negócios para Integração Latino
Americana e o Mercosul e Vera Neves, Professora da Unisul, membro do
Núcleo de Metodologia Científica, mestre em Educação, pela Unisul. |